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Sabe de uma coisa? Esse negócio de tendência já deu.
Cansei de ver pessoinhas mega antenadas com as tais tendências. Parece até aquelas chamadas do Fantástico: “O que leva uma pessoa a vestir meia-calça preta e casaquinho de veludo às 14h, quando a temperatura mínima é de 42°C?”
Gente, pra quem ainda não sabe, não é só porque uma coisa tá na moda que ela é perfeita para o seu clima, o seu corpo, a sua personalidade, enfim, a sua vida. Não é só porque você ama Gossip Girl que vai sair por aí igualzinha à Blair. Ainda mais se você, como eu, mora na quentura perpétua.
Ficar bonita é muito mais que seguir as tendências, copiar looks. Antes de tudo, meu bem, é se sentir bonita e, claro, entender o que fica legal em você.
Não precisa usar um pingente de 2kg quando você gosta mesmo é de um colarzinho simples. Não precisa gastar cinco meses de salário suado em uma bolsa bapho que nem é tãããããão bonita assim(mas que é idêntica- ! – àquela que a celeb fulana a-do-ra). Não precisa se acabar no salto mara quando você tem certeza de que uma sapatilha seria beeem melhor.
O que eu tô querendo dizer é simples: eu não ligo muito para fashionices malucas. Não que eu não goste de criatividade. Eu sou doente pelo novo. Mas, como pra tudo nessa vida, é preciso ter bom senso.

Esse é o título do mais recente editorial da V Magazine. Inovadoras, as fotos revelam muito mais que modelos plus size. Na realidade, as imagens trazem mulheres normais, sem os retoques photoshopísticos das revistas de moda. São Mulherões.
Produzidas com as habilidades fotográficas de Sølve Sondsbø, as imagens me fazem lembrar de um post do Bainha de Fita Crepe. Como a Márcia, sou muuuuito contrária a dietas mirabolantes e planos infalíveis de emagrecimento. Mas sabe por quê? É que eu também já fui neurótica com esse negócio de balança.
Sim, eu já tive ódio das minhas curvas, dos meus quadris largos, das minhas coxas grossas. E sim, eu já fiquei magrela, irreconhecível, retangular, cara de doente. E sabe de uma coisa? Eu não gostei. No início, foi até bom me encaixar meio torta no padrão, encontrar o jeans que não me apertasse as pernas e sobrasse na cintura. Mas foi só. O resto, basicamente, foram broncas das amigas(as queridas de verdade), preocupações maternas e olhares divertidos dos rapazes. E mais nada.
Depois que me convenci que não vale a pena deixar de comer o que gosto ou ficar obcecada por exercícios e tabelas de calorias, eu parei. E voltei a ser o que era: dona de curvas e quadris mais largos que a maioria das outras meninas. E o principal: voltei a ser feliz.

*Alguém me disse adverte:
O crime, digo, a dieta neurótica, não compensa. Além de facilitar o aparecimento daquelas estriazinhas safadas, causa stress e te deixa de mal com as coisas e as pessoas que você ama.
